16/12/2020

A GESTÃO DE PESSOAS NOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA

por Vinícius Secafen Mingati

O universo jurídico tem como uma de suas principais características o fato de ser conservador e muito tradicionalista.

Durante décadas, a visão que se tinha do advogado era a do profissional sério, que muitas vezes trabalhava sozinho, em um escritório repleto de livros antigos e que, no máximo, contava com um estagiário exercendo o papel de secretário.

A sociedade evoluiu, as relações interpessoais e profissionais também. A tecnologia veio para ficar, e o paradigma precisou ser alterado: o mundo novo exigiu um reposicionamento dos escritórios

A base para essa mudança está na construção e estruturação das bancas de advocacia a partir de um viés empresarial, cabendo ao advogado uma visão estratégica do seu negócio, com a correta compreensão dos anseios do mercado, sem esquecer do seu ativo interno.

É justamente neste contexto que o investimento no capital humano mostra o seu diferencial. Adaptabilidade, dinamismo, senso de equipe, resiliência, inovação, passaram a ser competências fundamentais dos colaboradores dos escritórios. As bancas, em contrapartida, precisam investir e reconhecer corretamente os talentos da organização.

A gestão de pessoas desponta, assim, como importante mecanismo de posicionamento dos escritórios de advocacia, em um viés pouco usual, já que muda o foco principal, e muitas vezes único do negócio jurídico. O cliente continua sendo fundamental, mas o olhar atento para o público interno, para o seu desenvolvimento e bem-estar, passam a ser de extrema relevância.

Não se admite mais o posicionamento dos colaboradores como meros empregados cumpridores de ordens e singelos expectadores do lucro das bancas.

O principal ativo dos escritórios são os seus colaboradores, de modo que construir uma estrutura organizacional que priorize o talento humano e que os coloquem como parceiros da “empresa jurídica” é fundamental.

O desenvolvimento de equipes vencedoras partirá da valorização do capital humano, e de como esse indivíduo absorve a cultura do escritório de advocacia, de modo que se coloque como player importante nas conquistas almejadas pela organização.

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