03/12/2020

A neutralização da emissão de carbono como importante passo para a conscientização ambiental

por Rafael Guimarães

Há muito tempo se estudam as mudanças climáticas no mundo. Mais precisamente, as mudanças não naturais (antrópicas) é que provocam as emissões dos gases de efeito estufa (greenhouse), como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido Nitroso, dentre outros.

 A Organização das Nações Unidas, em 1990, criou o Comitê Intergovernamental de Negociação para a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (INC/FCCC) que, em 1992, gerou a grande convenção de países reunidos com o intuito de realizar atos para diminuir a propagação desses gases, a conhecida Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro.

Basicamente o Comitê Intergovernamental, que criou a Convenção das Partes para sistematizar tais atos, normatizou que alguns países teriam a obrigação de reduzir a emissão dos gases de efeito estufa na medida do quanto contribuíram para a mudança antrópica do clima, e concentrou seus esforços em duas ações: a) a geração de mecanismos de redução da agressão ao meio ambiente em situações em que poluição é imprescindível – um exemplo seria a mudança de fontes de energia advindas da queima de combustíveis fósseis por fontes renováveis como a eólica ou solar – e; b) a proteção ou incentivo aos sumidouros, que seriam os fenômenos naturais que captam gases nocivos e os transformam em gases menos nocivos, a exemplo das florestas ou colônia de algas.

A 3ª Convenção das Partes, ocorrida em 1997 e mundialmente conhecida como Protocolo de Kyoto, talvez tenha gerado o maior dos marcos na sistematização das duas ações acima enumeradas. Normatizou que a forma de cálculo de emissão – e, por consequência de compensação – dos gases de efeito estufa basear-se-ia na mesma potencialidade do dióxido de carbono. A compensação, por sua vez, teria por elemento fundamental o que se chamou de crédito de carbono. Já no que se refere aos países signatários, estes regulariam seus projetos de compensação de gases a partir do que se denominou MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). 

Trazendo para dentro da realidade nacional, o Ministério da Ciência e Tecnologia seria o órgão competente para autenticar um projeto de um ente que pretenda compensar gases de efeito estufa, gerando determinados créditos de carbono para eventual venda no mercado àqueles que têm a obrigação de reduzir os efeitos da poluição gerada.

Tais soluções não se restringiram somente a esses métodos oficiais de cálculo e compensação da emissão de gases nocivos ao meio ambiente. Criou-se um grande mercado privado de crédito de carbono, com negociação em bolsa de valores. As próprias empresas, preocupadas com os efeitos da poluição, ou mesmo por uma questão de ideologia ambiental, passam a incentivar medidas compensatórias da emissão de gases, de modo a evitar qualquer lesão ou, ainda, intervenção antrópica no meio ambiente. É a busca por um posicionamento da empresa como carbon free.

O Escritório Medina Guimarães, a partir de sua diretoria ambiental, bem como pelos serviços já prestados a clientes para a neutralização da emissão de gases de efeito estufa, se viu na obrigação de fazer a sua parte. Duas foram as frentes de trabalho: a) em parceria com a empresa júnior CONSEQ, do Departamento de Engenharia Química da UEM (Universidade Estadual de Maringá), obtivemos o cálculo de que o escritório tem o potencial anual de gerar cerca de 53 toneladas de dióxido de carbono, o que demandaria cerca de 730 árvores para a realização  da compensação; b) concomitante a isso, adquirimos o direito de uso de uma área total de 22 hectares, sendo 17,3 hectares de reflorestamento e 4,7 hectares de área de preservação permanente, o que, conforme laudo de engenheiro florestal, oferece o número de 21 mil árvores destinadas ao sequestro do carbono produzido pelo escritório, o que supera em muito as necessidades apontadas pelo laudo da CONSEQ.

Além disso, desenvolvemos outros interessantes projetos em nosso escritório, como a coleta seletiva do lixo, a produção de energia totalmente fotovoltaica e a reutilização de água da chuva.

Por fim, com base nas ações acima descritas, temos a imensa honra de anunciar que obtivemos o selo da CONSEQ de neutralização total dos gases de efeito estufa para o funcionamento do escritório nos anos de 2018 e 2019, bem como o de que o escritório tem lesividade mínima ao meio ambiente, o que nos faz ter a certeza de que estamos no caminho para nos tornar um escritório autossustentável.

Acesse o relatório completo aqui

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